ÉFESO
A cidade de Éfeso era uma das três maiores cidades
da Ásia. Era freqüentemente chamada de a terceira cidade da fé cristã, sendo
Jerusalém a primeira, e Antioquia a segunda. Era uma cidade muito rica. O
governo era romano, porém a língua era o grego. Historiadores crêem que João,
Maria, Pedro, André e Filipe foram todos sepultados nesta bela cidade. Paulo,
que estabeleceu a verdadeira fé nesta cidade, pastoreou ali apenas cerca de
três anos; mas quando estava ausente do rebanho, ele contínua e devotamente mantinha-se
cuidadoso dele. Timóteo foi seu primeiro bispo. I Tim. 1:1-3: “Paulo, apóstolo
de Jesus Cristo segundo o mandado de Deus, nosso Salvador, e do Senhor Jesus
Cristo, esperança nossa, a Timóteo meu verdadeiro filho na fé: graça,
misericórdia e paz da parte de Deus nosso Pai e da de Cristo Jesus, nosso
Senhor. Como te roguei, quando parti para a Macedônia, que ficasses em Éfeso,
para advertires a alguns, que não ensinem outra doutrina.”
O próprio nome, Éfeso, tem um estranho significado
composto: “Visado”, e “Relaxado”. As altas aspirações desta era que começara
com a plenitude do Espírito, “a profundidade de Deus,” pela qual eles estavam
visando a soberana vocação de Deus, começaram a dar lugar a uma atitude menos
vigilante. Um seguir a Jesus Cristo menos ardente começou a se manifestar como
um presságio de que, nas eras futuras, o veículo físico chamado a igreja
submergiria na hediondez da “profundidade de Satanás.” Tornara-se relaxada e
estava à deriva. A era já estava se apostatando. Tinha deixado seu primeiro
amor. A minúscula semente plantada nessa Era de Éfeso cresceria um dia no
espírito do erro até que todas as aves imundas do ar se aninhassem em seus
ramos. Tão inofensiva ao raciocínio humano aquela pequena planta pareceria para
essa Nova Eva (a Nova Igreja), que novamente ela seria enganada por Satanás. A
Era de Éfeso tinha oferecido a ela a oportunidade de ter o melhor de Deus, e
por algum tempo ela prevaleceu, e depois relaxou, e naquele momento de descuido
Satanás plantou a semente da completa ruína.
A própria religião de Éfeso tipifica perfeitamente
esta primeira era da igreja e estabelece o teor das eras vindouras. Em primeiro
lugar, o magnífico templo de Diana, que esteve tantos anos em construção,
abrigava em seus pátios sagrados a mais inexpressiva e modesta imagem de Diana
que se podia imaginar. Ela era completamente diferente de qualquer outra imagem
sua instalada em outros templos dedicados a ela. Era simplesmente uma figura
feminina, quase sem forma, que finalmente descambava no bloco de madeira do
qual ela fora esculpida. E seus dois braços eram formados por duas simples
barras de ferro. Quão perfeitamente isto retrata o espírito do anticristo solto
na primeira era. Lá estava ele solto no meio do povo, embora não tomasse
nenhuma forma que alarmasse as pessoas. Todavia, os dois braços de barras de
ferro mostravam que era seu intento esmagar a obra de Deus enquanto fazia suas
incursões. E ninguém parecia notá-lo ou o que ele estava fazendo. Mas um dia
eles notariam, quando com aqueles braços de ferro suas ‘obras’ se tornassem
‘doutrina’, e sua doutrina se tornasse a lei de um império.
A ordem do serviço no templo é também muito
reveladora. Para começar, havia sacerdotes que eram eunucos. Este sacerdócio
estéril prenunciava a esterilidade de um povo que se desviaria da Palavra, pois
um povo que alega conhecer a Deus à parte da Palavra é tão desprovido de vida
quanto o é um infecundo eunuco. Em segundo lugar, o templo tinha dentro de seus
confins as virgens sacerdotisas que desempenhavam os atos religiosos do templo.
Isto mostrava o dia em que a cerimônia e a forma, o ritual e as obras, tomariam
o lugar do Espírito Santo e a manifestação carismática não mais encheria o
templo de Deus. Sobre todos eles estava o sumo sacerdote, um homem de poder
político e influência pública, retratando o que já estava em progresso, embora
não muito manifesto, ou seja, que a igreja seria entregue à liderança do homem,
com planos do homem e ambições do homem, e o “assim diz o Espírito Santo” não
mais seria uma realidade viva. E abaixo de todos eles estavam os escravos do
templo, que não tinham outra escolha a não ser obedecer à hierarquia religiosa.
O que pode isto significar, senão que viria o dia em que o clero investido de
autoridade, através de manobras políticas, ajuda estatal, e da substituição da
Palavra e do Espírito por credos, dogmas, e liderança humana, escravizaria os
leigos, enquanto os líderes se regalariam em riquezas conseguidas ilegalmente e
desfrutariam seus prazeres imundos, e as pobres pessoas que deveriam ser
servidas de acordo com Deus, agora tornavam-se os servos.
ESMIRNA
A cidade de Esmirna estava situada um pouco ao
norte de Éfeso na entrada do Golfo de Esmirna. Por causa de seu porto
excelente, era um centro comercial de renome por suas exportações. Era também
distinguida por suas escolas de retórica, filosofia, medicina, ciências, e
belas construções. Muitos judeus viviam lá, e eles eram amargamente contrários
ao cristianismo, até mesmo mais do que eram os romanos. De fato, Policarpo, o
primeiro bispo de Esmirna foi martirizado pelos judeus e diz-se que eles
profanaram o seu dia santo (sábado) para carregar a madeira que formaria sua
pira fúnebre.
A palavra Esmirna significa, “amarga,” sendo
derivada da palavra, mirra. Mirra era usada na embalsamação dos mortos. Assim,
temos um significado duplo encontrado no nome desta era. Foi uma era amarga
cheia de morte. As duas vinhas dentro da estrutura da igreja estavam se
apartando mais com um amargor intensificado em direção à verdadeira vinha, por parte
da falsa. A morte não era apenas a semente da falsa vinha, mas até mesmo na
verdadeira vinha havia uma paralisia e impotência progressivas porque já
tinham-se desviado da verdade não adulterada dos primeiros poucos anos após o
Pentecostes; e nenhum verdadeiro crente é mais forte e espiritualmente saudável
e vivo do que seu conhecimento da, e adesão à, pura Palavra de Deus, como visto
através de inúmeros exemplos no Velho Testamento. A organização estava
crescendo a passo acelerado, confirmando e aumentando a morte do grupo de
membros, porque a liderança do Espírito Santo fora deposta e a Palavra
substituída por credos, dogmas e um ritual feito pelo homem.
Quando Israel entrou em alianças ilegais com o
mundo, e contraiu amizades através de casamento, chegou finalmente o dia quando
o mundo assumiu o comando e Babilônia arrebatou o povo de Deus para dentro do
cativeiro. Agora, quando entraram para o cativeiro eles entraram tendo um
sacerdócio, um templo e a Palavra. Porém quando voltaram eles tinham rabinos, uma
ordem teológica de fariseus, uma sinagoga, e o Talmude. E quando Jesus veio
eles estavam tão corrompidos que Ele chamou-os de seu pai, o diabo, e isto
apesar deles serem de Abraão segundo a carne. Nesta era nós vemos a mesma coisa
acontecendo. Entretanto, visto que ‘todo Israel’ não é Israel, porém um pequeno
grupo eram os verdadeiros israelitas espirituais, assim haveria sempre um
pequeno grupo de verdadeiros cristãos, a noiva de Cristo, até que Ele viesse
para os Seus.
Nesta cidade havia dois templos famosos. Um era o
templo erigido para a adoração de Zeus, e o outro fora erigido para Cibele. E
entre estes dois templos foi encontrada a mais bela estrada dos tempos antigos,
chamada a Rua de Ouro. Para mim isto retrata uma mais extensa invasão do paganismo
que já tinha começado na primeira era, mas sabendo-se existir somente em Roma.
A união dos dois templos, de um deus e uma deusa, é a semente da mariolatria na
qual Maria é chamada a mãe de Deus e recebe honra e títulos e poderes dando-lhe
uma coigualdade com Jesus Cristo. A Rua de Ouro que os une é um quadro da
cobiça que fez com que os organizadores nicolaítas unissem o estado e a igreja
porque conheciam a riqueza e o poder que isto lhes oferecia. Assim como a Era
de Éfeso foi nada menos que a sementeira para a trágica Era de Pérgamo que
ainda estava no futuro, esta Era de Esmirna foi a chuva, o sol, e a alimentação
que assegurou a vil corrupção que confirmaria a igreja em idolatria, que é
fornicação espiritual, da qual ela jamais se levantaria. A morte a estava
permeando da raiz ao ramo e aqueles que participavam dela, participavam da
amargura e da morte.
Esta era durou de 170 a 312 d.C.
PÉRGAMO
Pergamum (antigo nome) situava-se na Mísia, num
distrito banhado por três rios, por um dos quais se comunicava com o mar. Era
descrita como a cidade mais ilustre da Ásia. Era uma cidade de cultura com uma
biblioteca somente superada pela de Alexandria. Todavia era uma cidade de
grande pecado, dada a ritos licenciosos de adoração a Esculápio, a quem
adoravam na forma de uma serpente viva, que era abrigada e alimentada no
templo. Nesta bela cidade de bosques irrigados, passeios e parques públicos
vivia um pequeno grupo de crentes dedicados que não eram enganados pela
aparência superficial de beleza, e abominavam a adoração satânica que enchia o
lugar.
TIATIRA
Historicamente, a cidade de Tiatira era a menos
notável dentre todas as sete cidades do Apocalipse. Estava situada nas
fronteiras da Mísia e Iônia. Era circundada por muitos rios, porém eles eram
cheios de sanguessugas. Sua característica mais elogiável era a de ser
financeiramente próspera devido às associações corporativas de oleiros,
curtidores, tecelões, tintureiros, fabricantes de túnicas, etc. Foi desta
cidade que Lídia, a vendedora de púrpura, veio. Ela foi a primeira européia
convertida de Paulo.
Agora, a razão pela qual o Espírito escolheu esta
cidade como a que já continha os elementos espirituais para a quarta era foi
por causa de sua religião. A principal religião de Tiatira era a adoração de
Apolo Tyrimnaios que estava associada ao culto de adoração ao imperador. Apolo
era o deus sol, e o próximo em poder depois de seu pai, Zeus. Ele era conhecido
como o ‘preventor do mal’; ele presidia sobre a lei religiosa e a expiação
(meios de expiação, fazendo reparações por atos errados ou culpa). Platão disse
dele: “Ele explica aos homens a instituição de templos, sacrifícios e serviços
às deidades, além dos ritos associados com a morte e após a vida.” Ele
comunicava seu conhecimento ‘do futuro’ e a ‘vontade de seu pai’ aos homens
através de profetas e oráculos. Em Tiatira este ritual era conduzido por uma
profetisa que assentava-se sobre uma cadeira trípode e entregava as mensagens
enquanto em transe.
A influência desta religião era extraordinária.
Seu formidável poder não residia exclusivamente na esfera do mistério, mas no
fato de que ninguém podia pertencer às associações que ofereciam às pessoas seu
meio de vida a menos que pertencesse ao templo de adoração a Apolo. Qualquer um
que recusasse juntar-se às festas idólatras e orgias licenciosas era excluído
destes sindicatos do primeiro século. Para tomar parte da vida social e
comercial tinha-se que ser um idólatra pagão praticante.
É bastante digno de nota que o próprio nome
Tiatira significa: “Fêmea Dominante.” Assim esta era é caracterizada por uma
força dominante, uma força que cruelmente invade tudo, conquista tudo e
controla despoticamente. Ora, uma fêmea dominante é a maior maldição no mundo.
O homem mais sábio que o mundo já viu foi Salomão, e ele disse: “Eu tornei a
voltar-me, e determinei em meu coração saber, e inquirir, e buscar a sabedoria
e a razão, e conhecer a loucura da impiedade e a doidice dos desvarios. E eu
achei uma coisa MAIS AMARGA DO QUE A MORTE, A MULHER cujo coração são redes e
laços, e cujas mãos são ataduras; quem for bom diante de Deus escapará dela,
mas o PECADOR virá a ser preso por ela. Vedes aqui, isto achei, diz o pregador,
conferindo uma coisa com a outra para achar a causa; causa que a minha alma
ainda busca, mas não achei; um homem entre mil achei eu, mas uma mulher entre
todas estas não achei.” Ecl. 7:25-28. Paulo disse: “Não permito, porém, que a
mulher ensine, nem USE de autoridade.” Desde o Jardim do Éden a mulher tem
procurado constantemente e com êxito, assumir o controle sobre o homem, e hoje
mesmo é um mundo da mulher com a deusa da América sendo uma fêmea nua. Tal como
o ídolo feminino caindo dos céus (recorde que seus braços eram barras de ferro)
caracterizou a primeira era ou a Era de Éfeso, assim o seu poder cresceu até
que ela ganhou absoluta autoridade, sendo tal autoridade usada indevidamente
através de sua índole de ferro.
Agora uma mulher não está destinada a ter uma
índole de ferro. Ela deve, de acordo com a Santa Escritura, ser submissa ao
varão. Isso é exigido dela. A mulher que é verdadeiramente feminina,
completamente feminina, terá essa índole. Não um capacho. Nenhum verdadeiro
varão faz de uma mulher um capacho. Porém ela desejará estar sob a autoridade
do varão, e não governá-lo, porque ele é o cabeça da casa. Se ela quebra essa
imagem que Deus lhe fez, ela está pervertida. Qualquer varão que permite à
mulher assumir autoridade também quebrou essa imagem e está pervertido. É por
isso que uma mulher NÃO PODE USAR TRAJE DE HOMEM OU CORTAR SEU CABELO. Ela jamais
deve usar roupas que pertençam a um varão ou cortar seu cabelo. Quando ela o
faz está se intrometendo no domínio masculino, assumindo autoridade e se
pervertendo. E quando uma mulher invade o púlpito o que LHE É ORDENADO NÃO
FAZER, ela mostra de que espírito é. Ser uma fêmea dominante é anticristão e as
sementes da Igreja Católica Romana estão nela, embora ela possa negar isto
sempre tão veementemente. Mas quando se TRATA DA PALAVRA, Seja Deus verdadeiro
e a palavra de todo homem mentira. Amém.
Voltemos ao princípio. Na criação física original
como a conhecemos hoje, Deus fez tudo em pares, macho e fêmea. Havia dois
galináceos _ o galo e a galinha. Havia dois bovinos, a vaca e o touro. E assim
por diante. Porém quando chegou ao homem, só havia um. Não era um par. Adão
fora feito à imagem de Deus. Ele era um filho de Deus. Como filho de Deus ele
não podia ser tentado e cair. Isso seria impossível. Portanto Deus tomou um
subproduto do homem para provocar a queda. A mulher não saiu diretamente da mão
de Deus como um verdadeiro produto de Deus. Ela foi produzida a partir do
homem. E quando Deus a fez ser produzida a partir do homem, ela foi imensamente
diferente das outras fêmeas que Ele criara. Ela podia ser seduzida. Nenhuma
outra fêmea na criação pode ser imoral; porém a fêmea humana pode ser tocada
quase a qualquer tempo. E essa fraqueza nela permitiu a Satanás seduzi-la por
meio da serpente, e trouxe a mulher a uma posição muito peculiar diante de Deus
e Sua Palavra. Ela é um tipo de todas as coisas vulgares, imundas e abomináveis
por um lado, e por outro lado ela é um tipo de todas as coisas limpas e belas,
e santas como o receptáculo do Espírito e bênçãos de Deus. Por um lado ela é
chamada a prostituta que está embriagada com o vinho de suas fornicações. Por
outro lado ela é chamada a Noiva de Cristo. Por um lado ela é chamada Mistério
Babilônia, a abominação diante de Deus; e por outro lado é chamada a Nova
Jerusalém, nossa mãe. Por um lado ela é tão imunda e maligna e infame que é sumariamente
lançada no lago de fogo como o único lugar próprio para ela; e por outro lado
ela é exaltada ao céu, compartilhando o próprio trono de Deus como o único
lugar apropriado a uma tal rainha.
E nesta era da Igreja de Tiatira ela é uma MULHER
DOMINANTE. Ela é o Mistério Babilônia. Ela é a grande prostituta. Ela é
Jezabel, a falsa profetisa. POR QUÊ? Porque a verdadeira fêmea é submissa a
Deus. Cristo é sua cabeça. Ela não tem nenhuma palavra senão a Dele, nenhum
pensamento senão o Dele, nenhuma liderança senão a Dele. Mas o que dizer a
respeito desta igreja? Ela lançou fora a Palavra, destruiu a Bíblia e os
ensaios dignos dos piedosos. Ela matou os que pregavam a verdade. Ela assumiu o
comando de reis, príncipes e nações _ controla exércitos e insiste que ela é o
verdadeiro corpo de Cristo e que seus papas são os vigários de Cristo. Ela está
inteiramente seduzida pelo diabo até que por sua vez tornou-se a sedutora de
outros. Ela é a noiva de Satanás e tem produzido as religiões filhas-bastardas
dele.
Ela dominou por toda a tenebrosa Idade Média. Por
mais de novecentos anos ela saqueou e destruiu. Ela aniquilou as artes,
destruiu as ciências, e não produziu nada a não ser morte até que a luz da
Verdade ficou quase que inteiramente extinta e somente uma tênue chama de luz
permaneceu. O azeite e o vinho quase cessaram de fluir; e embora ela dominasse
os reinos mundiais e exigisse que todos os homens encontrassem sua cidadania
nela, havia um pequeno grupo que pertencia a Deus e sua cidadania estava no
céu, e a esses ela não podia destruir. Deus guardou Seu pequeno rebanho; ele
não podia ser destruído. Esta Igreja de Roma era tão pagã e maligna quanto a
Rainha Atália que procurou destruir toda a semente real e quase teve sucesso,
porém DEUS PRESERVOU UM, e dele vieram mais fiéis. Assim Deus preservou um
pequeno rebanho naquela longa noite tenebrosa e de sua verdade finalmente
levantou-se um Lutero.
Qualquer um que saiba alguma coisa sobre a Igreja
Católica Romana e sua forma de adoração pode ver porque esta cidade de Tiatira
foi escolhida pelo Espírito para representar a igreja na Idade Média. Aí está,
bem diante de nossos olhos.
SARDES
Sardes era a capital da antiga Lídia. Ela passou
das mãos dos monarcas lídios para os persas e daí para Alexandre, o Grande. Foi
saqueada por Antíoco, o Grande. Os reis de Pérgamo então sucederam no governo
até que os romanos assumiram o comando. No tempo de Tibério foi desolada por
terremotos e pragas. Hoje é um monte de ruínas e inabitada.
Certa época esta cidade foi muito importante
comercialmente. Plínio disse que a arte de tingir lã foi inventada aqui. Era o
centro de tingimento de lã e tecelagem de tapetes. Havia uma considerável
quantidade de prata e ouro na área e dizem que as moedas de ouro foram
primeiramente cunhadas ali. Também tinha um mercado de escravos.
A religião desta cidade era a impura adoração da
deusa Cibele. As ruínas imponentes do templo ainda podem ser vistas.
Você recordará que na Era de Pérgamo eu mencionei
que o conceito babilônico de “mãe e filho” conhecido como Semiramis e Ninus
tornou-se Cibele e Deoius da Ásia. Os atributos associados a estes dois são
extremamente esclarecedores quando os vemos lado a lado.
Ele era o deus sol; ela a deusa lua.
Ele era o senhor do céu; ela a rainha do céu.
Ele o revelador de bondade e verdade; ela de
benignidade e misericórdia.
Ele o mediador; ela a mediatriz.
Ele com a chave que abre e fecha as portas do
mundo invisível; e ela com uma chave idêntica fazendo o mesmo.
Ele como o juiz dos mortos; ela situada ao seu
lado.
Ele sendo morto, ressuscitado e elevado ao céu;
ela levada para lá corporalmente pelo filho.
Agora, em Roma a este mesmo deus é dado o título
de nosso Senhor: ele é chamado o Filho de Deus enquanto ela é chamada a mãe de
Deus.
Ora, isso é o que encontramos lá atrás nas outras
duas eras, onde o conceito de ‘mãe e filho’ assumiu proporções tão tremendas.
Porém agora note que, assim como foi no passado em Babilônia que a adoração do
filho começou a desaparecer em favor da adoração da mãe, assim ela literalmente
começou a tomar o lugar do filho. Vemos nesta era que a adoração pagã de Sardes
era a adoração da mulher. É Cibele sozinha, não Cibele e Deoius. A mãe tomou
literalmente o lugar do Filho, dotada com os méritos da Divindade. Tudo o que
se precisa fazer é revisar os seus vários títulos e relembrar os belos
atributos concedidos a Maria pela Igreja Romana para compreender de onde a
religião desta era veio.
Duas coisas realmente me impressionaram muito
enquanto eu examinava esta adoração de Cibele. Uma foi o fato de que ela usava
uma chave como Janus que lhe dava a mesma autoridade que Janus, (chave do céu e
da terra e dos mistérios) e o fato de que os adoradores se açoitavam até o
sangue jorrar de seus corpos, o que é feito hoje mesmo pelos católicos que
sentem estar sofrendo como o Senhor.
O fato de que esta é a era do primeiro verdadeiro
rompimento com a Roma papal que realmente floresceu, sem dúvida levou a
profetisa Jezabel a consolidar e enfatizar a sua doutrina de mariolatria em
franca oposição aos protestantes que negavam a ela qualquer parte que fosse no
plano de Salvação a não ser o seu favor com Deus como a virgem escolhida para
dar à luz ao Bebê. Enquanto Lutero cristalizava a doutrina da justificação pela
fé eles se prendiam a obras, penitência, rezas e outros meios não escriturísticos.
E enquanto os cristãos livres glorificavam o Filho, os católicos romanos
aumentavam sua deificação de Maria até que o século vinte viu (em oposição à
maioria dos teólogos romanos de alta posição) o Papa Pio literalmente exaltar
Maria à glorificação em um corpo ressurreto. Essa doutrina é certamente a
doutrina babilônica do filho levando a mãe corporalmente para o céu.
Não admira que esta quinta era acompanha as outras
eras e assim fará até que termine no lago de fogo onde a prostituta e suas filhas
são mortas na segunda morte. Aí está, mariolatria, a adoração de Cibele. A
propósito, você sabia que Cibele era a Astarte de quem Jezabel era sacerdotisa
e levou Israel a tropeçar através de ritos licenciosos que ela conduzia? Sim, é
isso que ela foi na Bíblia.
FILADÉLFIA
Filadélfia ficava setenta e cinco milhas ao
sudeste de Sardes. Era a segunda maior cidade da Lídia. Foi edificada sobre
diversas colinas num famoso distrito vitivinícola. Suas moedas traziam a cabeça
de Baco e a figura de uma bacante (sacerdotisa de Baco). A população da cidade
incluía judeus, cristãos de origem judaica, e convertidos do paganismo. A
cidade sofria freqüentes terremotos, no entanto sua duração foi a mais longa
das sete cidades do Apocalipse. De fato a cidade ainda existe sob o nome turco
de Alasehir, ou Cidade de Deus.
A cunhagem das moedas sugere que a deidade da
cidade fosse Baco. Ora, Baco é o mesmo que Ninus ou Ninrode. Ele é o
‘lamentado’, embora a maioria pense nele em termos de orgia e embriaguez.
Que esclarecimento isto traz às nossas mentes.
Aqui está uma moeda com o deus num lado e a sacerdotisa ou profetisa no outro.
Atire ao ar uma moeda. Importa a maneira como ela cai? Não senhor, ainda assim
é a mesma moeda. Essa é a religião romana de Jesus e Maria.
Porém não estamos pensando somente em Roma. Não,
não há somente a grande prostituta. Certamente que não; porque ela, através de
suas fornicações tornou-se mãe. Suas filhas agora são moedas da mesma cunhagem.
Ali num lado da moeda eles redigiram uma adoração a Jesus e no outro lado eles
têm sua sacerdotisa ou profetisa também e ela escreve seus credos e dogmas e
princípios e vende-os às pessoas em troca de salvação, insistindo que ela e
somente ela tem a verdadeira luz.
Quão extraordinário é o fato de que esta era é caracterizada
pela moeda. Porque a mãe e as filhas estão todas comprando sua passagem para o
céu. Dinheiro e não sangue é o preço de compra. Dinheiro e não o Espírito é o
poder que os move para frente. O deus deste mundo (Mamom) cegou-lhes os olhos.
Porém seus comércios sob o domínio da morte em
breve findarão, porque esta é a era em que o Espírito clama: “Eis que venho sem
demora.” Ora vem sem demora, Senhor Jesus!
LAODICÉIA
O nome, Laodicéia, que significa, “direitos do
povo,” era muito comum e foi dado a diversas cidades em honra a senhoras da
realeza assim chamadas. Esta cidade era uma das cidades politicamente mais
importantes e financeiramente mais prósperas da Ásia Menor. Enormes quantidades
de bens eram legados à cidade por cidadãos proeminentes. Era a sede de uma
grande escola de medicina. Sua gente distinguia-se nas artes e nas ciências.
Era freqüentemente chamada a ‘metrópole’ porquanto era a sede de condado para
outras vinte e cinco cidades. O deus pagão ali adorado era Zeus. Na realidade
esta cidade foi outrora chamada Diópolis (Cidade de Zeus) em honra ao seu deus.
No quarto século um importante concílio eclesiástico foi realizado ali.
Freqüentes terremotos finalmente causaram o seu completo abandono.
Quão apropriadas eram as características desta última
era para representar a era em que vivemos agora. Por exemplo, eles adoravam um
deus, Zeus, que era o chefe e o pai dos deuses. Isto prognosticou a premissa
religiosa do século vinte de ‘um Deus, pai-de-todos-nós’ que estabelece a
fraternidade do homem, e está agora mesmo juntando os protestantes, os
católicos, os judeus, os hindus, etc. com a intenção de que uma forma mútua de
adoração aumentará nosso amor, compreensão, e cuidado de uns pelos outros. Os
católicos e protestantes estão agora mesmo lutando por isso, e realmente estão
ganhando terreno nesta união com a reconhecida intenção de que todos os outros
seguirão. Esta mesma atitude foi observada na Organização das Nações Unidas
quando os líderes mundiais recusaram-se a reconhecer qualquer conceito
individual de adoração espiritual, mas recomendaram deixar de lado todos esses
conceitos distintos, com esperanças de que todas as religiões se nivelem em uma
só, porque todas aspiram os mesmos objetivos, todas têm os mesmos propósitos e
todas são basicamente corretas.
Note o nome, Laodicéia, ‘os direitos do povo’, ou
‘justiça dos povos.’ Será que já houve uma era como a era da igreja do século
vinte que viu TODAS as nações levantando-se e exigindo igualdade, social e
financeiramente? Esta é a era dos comunistas onde todos os homens são
supostamente iguais, embora seja assim apenas na teoria. Esta é a era dos
partidos políticos que se denominam Democratas Cristãos, Socialistas Cristãos,
Federação da Comunidade Cristã, etc. Segundo nossos teólogos liberais Jesus foi
um socialista e a igreja primitiva sob a direção do Espírito praticava o
socialismo, e por conseguinte devemos fazer isso hoje.
Quando os antigos chamavam Laodicéia de metrópole
eles estavam antecipando o governo mundial único que agora estamos estabelecendo.
Quando pensamos nesta cidade como sendo o local de um grande concílio
eclesiástico vemos prenunciado o movimento ecumênico que acontece hoje, no qual
muito em breve veremos todos os ‘assim chamados’ cristãos se ajuntarem. De
fato, a igreja e o estado, religião e política estão se unindo. O joio está
sendo atado. O trigo logo estará pronto para o celeiro.
Era uma cidade de terremotos, e tamanhos
terremotos que finalmente a destruíram. Esta era terminará com Deus sacudindo o
mundo inteiro que saiu a fazer amor com a velha prostituta. Não desmoronarão
apenas os sistemas mundiais, mas a própria terra será sacudida e depois
renovada para o reino milenar de Cristo.
A cidade era rica, bem dotada pelos ricos. Estava
cheia de cultura. A ciência abundava. Quão semelhante a hoje. As igrejas são
ricas. A adoração é bela e formal, porém fria e morta. A cultura e a instrução
têm tomado o lugar da Palavra dada pelo Espírito, e a fé tem sido substituída
pela ciência, de modo que o homem é vítima do materialismo.
Em cada atributo a antiga Laodicéia acha-se
renascida na Era de Laodicéia do século vinte. Pela misericórdia de Deus, que
aqueles que têm ouvidos para ouvir possam sair dela para que não sejam
participantes de seus pecados e do conseqüente juízo.
Textos extraídos do livro “Uma Exposição das Sete Eras da
Igreja” de William Marrion Branham